sexta-feira, 28 de novembro de 2008

"Tudo só foi possível
devido aos fósseis vegetais"
Cáti faz estágio numa escola municipal de Teutônia
e revela a importância do estudo das plantas

A estudante de Biologia, Cáti Ruana Stapenhorst, diz que o principal fator da evolução nos estudos sobre as plantas pré-históricas foi traçar uma linha de tempo de evolução das espécies. “Os primeiros seres vivos que apareceram na face da terra foram no oceano e só com o passar do tempo é que surgiu os animais que se adaptaram a terra e ao ar. As plantas seguiram um caminho diferente”, conta. De acordo com a estudante, os primeiros vegetais que surgiram foram as algas, depois surgiram os musgos. “O passo seguinte da evolução foi o surgimento de plantas que possuíam elementos para o transporte de água, com pequenos canais, como as samambaias”, enfatiza. Com o passar do tempo vieram plantas maiores com flores e frutos. Foram necessários milhões de anos para as plantas conquistarem o espaço terrestre. “Tudo isso só foi possível ser concluído mediante o estudo dos fósseis desses vegetais deixados em diferentes épocas”, complementa Stapenhorst. Para a estudante, a importância desse estudo se dá devido a manutenção de toda a vida na terra. “Dependemos delas que formam a base alimentar dos seres vivos além da purificação do nosso oxigênio”, finaliza Cáti.

Samambaia: um espécie pré-histórica viva

Milhões de aos atrás, samambaias enormes dominaram florestas imensas, muito antes de surgirem as plantas atuais. Elas não desenvolvem sementes, mas propagam-se através de esporos ou pela divisão de seus risomas. A maior parte dos gêneros utilizados em paisagismo são provenientes dos trópicos, destacando-se Adiantum, Asplenium, Polypodium, Pteris e Platyccerium, com diversos tamanhos e formas.
O nome samambaia é proveniente do tupi e significa "aquele que se torce em espiral". Seu habitat pode ser tanto um vaso de xaxim como o tronco de uma árvore, uma pedra ou mesmo o próprio solo ou a água, como as samambaias aquáticas. O sucesso no cultivo destas plantas depende da capacidade de reproduzirmos em casa as condições naturais em que estas vivem nas matas. A maior parte das espécies preferem ambientes sombreados. O vento é um dos seus maiores inimigos, causando "queima" das folhas mais jovens e perda de água por evaporação. Samambaias também não gostam de alterações de lugar, pois elas acostumam-se com a luminosidade, temperatura e umidade local, podendo definhar e até morrer caso sejam mudadas. Normalmente são cultivadas em xaxim, que retêm mais a umidade e permitem que as raízes respirem melhor.
Principais Pragas:
As mais comuns são pulgões, cochonilhas, ácaros e lagartas que devem ser retiradas manualmente ou através de uma pinça, para evitar o uso de inseticidas. Podem também ocorrer algumas doenças, causadas por fungos ou bactérias. Nestes casos, as folhas apresentam manchas e as raízes apodrecem, devendo-se eliminar as partes doentes.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Primeiras plantas fossilizadas podem
ser de 425 milhões de anos atrás

As primeiras plantas da espécie Cooksonia, surgiram a cerca de 425 milhões de anos atrás. O fóssil do período Siluriano tardio é o mais antigo e simples do mundo (414-408 milhões de anos atrás), mas não foi a primeira a existir na terra. A Cooksonia é um género extinto de plantas terrestres. Por razões históricas, enquanto os fósseis deste género estão distribuídos globalmente, sua espécie é proveniente da Grã-Bretanha. Cooksonia tinham dimensões reduzidas, poucos centímetros de altura, e a sua estrututa era simples. Não possuiam folhas, flores ou raízes. Possuiam um tronco único, que ramificava algumas vezes. Cada ramificação terminava num esporângio, órgão da planta que produz esporos. Ela apresenta uma banda de cor preta no tronco, o que tem sido interpretado como sendo os restos de tecidos transportadores de água. As relações entre as espécies conhecidas de Cooksonia e as plantas modernas permanecem pouco claras.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008


Plantas: único registro do clima na terra

Nas idades de Devonian e Carboniferous, aproximadamente 350 milhões de anos atrás, o planeta passou por uma grande mudança na temperatura. Para os cientistas saberem o clima daquela era, nenhum registro pode ser mais exato do que os teste com o carbono 14. O ar gravado em bolhas de carbono, nas folhas das árvores petrificadas podem explicar como era o clima da terra nesta época. Esta etapa foi marcada pela extinção e surgimento de novas vidas. Em busca de evidências, cientistas pesquisaram os anéis das árvores soterradas pelo gelo. As evidências mostraram também uma frequência de cataclismas. As árvores demonstraram que foram atingidas por fortes furacões neste período.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Bromélia ameaçada de extinção

Por ser uma espécie ornamental muito apreciada em projetos paisagísticos, a Bromélia-Imperial corre sérios riscos de desaparecerem da terra. Segundo biólogos, durante o passar de alguns anos houve a destruição de vários habitat dessa família no Bioma Cerrado e, com o desmatamento indiscriminado, uma prática incontrolável e em acelerado avanço, é certo que dezenas de espécies já foram extintas e outras correm também risco iminente.


Nome popular: Bromélia-Imperial
Nome científico: Alcantarea Imperialis (Carrière) Harms Família: Bromeliaceae
Atrai polinizadores, especialmente os beija-flores
Floração: Inflorescência ereta, terminal, ramificada, bem mais alta que a folhagem, com brácteas brilhantes de cor marrom-avermelhada, com numerosas flores de cor amarela.Multiplica-se por sementes e eventualmente pelas mudas que se formam por brotações de estolões.